quarta-feira, 25 de maio de 2016

Silêncio


A vida aqui é um completo silêncio, falando no sentido amplo da palavra. Antes do sol nascer ou se pôr, normalmente o que você consegue ouvir com clareza é a batida do seu coração e esta conexão com o nada e o tudo da vida, nos coloca em uma profunda auto análise. Eu acredito que o fato de estar desconectada da sua base, sabe quando a gente precisa recarregar o celular? basta apenas conectar os plugs entre: base e aparelho...na vida real a gente também sente esta necessidade, de estar conectado com nossas raizes culturais, familiares, linguísticas, recarregando tudo aquilo que aprendemos desde pequenos como nossos valores, educação, interação, troca afetiva. E ai, você me fala.... como recarregar o aparelho quando a base (carregador) esta do outro lado do oceano? Ah, mas você tem sorte, em outros tempos não tinhamos nem a internet para facilitar este contato, isso eu sei, mas de fato não sei dizer se a internet mais ajuda, do que atrapalha. As vezes ela te proporciona o prazer de "estar" junto e na maior parte dos dias, ela apenas mostra que a vida de todos segue (sem você). Não adianta a gente querer fazer parte de algo, onde fisicamente a gente já não faz mais. Eu pensei que seria fácil manter as conexões, saber da rotina, dividir problemas, mas tudo fica perdido num espaço de tempo, aonde a gente não sabe se algum dia poderá ser reconquistado. Tudo é sim maximizado e sabe porque? Imagina você trancado em um sala por algumas horas com proteção acústica no mais profundo silêncio e de repente você voltar a ter contato com o som externo, a sua sensibilidade com certeza estará diferente. É, acho que esta seria uma boa analogia com relação aos nossos sentimentos do lado de cá. A gente vive num vazio de sons que quando as pessoas começam a falar tudo fica meio desconexo. Muitos com certeza acreditam ser pura frescura, pensam que ainda estamos vivendo sob a mesma energia ou rotina de antes, mas só com a diferença de estar em um país diferente. Ai que eu me pergunto, você imagina mesmo 1/3 do que é largar TUDO para trás? Você tem noção do que é a sensação de precisar arrumar um emprego e ter medo de atender o telefone te chamando para uma entrevista, porque você nao sabe falar?  Imagina ter que ir ao médico com dor e parecer um completo idiota falando em mimica que sente dores intermitentes nos braços e ouvir: muda de emprego e suas dores vão melhorar! Você não saber o nome de coisas simples do dia a dia como: bandeja, chave de fenda, desentupidor e achar que com seu inglês básico você pode sobreviver sem medos nesta nova rotina, e aprender a viver no seu silêncio tentando processar cada virgula, cada som, cada gesto, como por exemplo um simples número 2 (com a palma das mãos para frente) na nossa cultura, é apenas um número dois e aqui é um gesto pior que um belo dedo do meio levantado, coisas de história de um país que a gente começa a se aprofundar e absorver de alguma forma.
A gente aprende todos os dias, aprende a se virar, aprende que nunca é tarde para conhecer mais e mais, aprende que nada na vida é constante e que até mesmo nossos mais profundos ensinamentos estão sujeitos a mudança.
Eu não sou a mesma, meu esposo também não e o que dizer da nossa filha que é a pessoa que mais esta absorvendo com tudo isso, E ai..... será que eu tenho a permissão de vocês para ser outro alguém?  Porque os julgamentos começam, e mesmo a distância a gente sente que muitos daqueles que nos conheciam antes, hoje nos olham diferente. A sensação que tenho é de que muitas pessoas pensam que só porque eu mudei de continente, agora eu me acho mais importante ou alguém que busca aprovação a tempo tempo. Eu tomei minha decisão e entendo sobre as consequências que vieram com ela, só não compreendo a reação das pessoas...muitos falam em saudade mas nunca agiram de forma diferente para amenizar...a gente cansa de tentar manter laços e a única certeza é que o que for verdadeiro sempre prevalecerá. A minha essência é exatamente a mesma, tudo que aprendi com meu pai sobre valores, respeito, sensibilidade e compaixão sempre foram e serão intocáveis. Eu posso publicar sobre a grama verde daqui, mais isso não significa que ela é mais verde ou melhor que a sua, Sob esta grama tem muita luta, muitas lágrimas, saudade, muitas dúvidas e a única certeza é de que a gente quer continuar colhendo os frutos enquanto pudermos, fazendo isso sempre com saúde e equilíbrio.
E com todas as lições vividas até agora, a mais significativa tem sido sobre o silêncio, como diz Lao Tzu " O SILÊNCIO É UMA FONTE DE GRANDE FORÇA" nós estamos nos fortalecendo no silêncio da vida, no silêncio dos nossos pensamentos, no silêncio da nossa jornada, tentando captar apenas o que há de melhor em cada amanhecer. 

See u
Camila

domingo, 3 de abril de 2016

Mãos à obra!

Foram exatos 14 dias para eu começar a trabalhar efetivamente. Nestes dias vivi exatamente uma loucura. A primeira atitude foi finalizar meu curriculum e me cadastrar pela internet em diversas vagas mas foi um desastre de compreensão, eu nem sabia que tipo de emprego procurar e quanto mais eu abria as páginas e tentava ler as atribuições solicitadas, mais eu me assustava com a minha incapacidade linguística. Aí, naquele momento de desespero, meu primeiro pensamento foi: vou procurar vagas de cleaner (na limpeza) assim não precisarei conversar com ninguém, apenas limpar e escutar as pessoas falando a minha volta. Ledo engano, até para atuar na área da limpeza você tem que saber diversas palavras que nunca aprendeu nas suas aulas de inglês básico. Mas isso eu fui perceber nos meus primeiros dias de trabalho, é óbvio.
Depois de muitos currículos entregues, momento sempre acompanhado daquele frio na barriga para fazer a simples pergunta: "Do you receive cv here?" (Você recebe curriculos aqui?) e preenchendo fichas nas agências de emprego do centro, eu acabei recebendo 4 propostas para entrevistas de emprego e a primeira que participei foi no Mc Donalds do nosso bairro, foi uma experiência interessante, pois mesmo estando muito nervosa eu consegui me expressar de forma limitada e garantir um teste. 
O mais interessante nesta situação toda era a inversão de papéis em que me coloquei, pois no Brasil sendo graduada em Administração de Empresas e trabalhando na área de Recursos Humanos por aproximadamente 9 anos, eu normalmente estava do lado de lá nos processos seletivos, era eu quem avaliava o comportamento, a personalidade, as habilidades de expressão verbal e escrita, realizava a leitura daquilo que o candidato normalmente tenta não mostrar em seu primeiro contato e ajudava a direção e gerência a escolher o candidato mais adequado para a vaga. E agora, eu estava ali, totalmente entregue à aquela situação, aonde a comunicação era a única maneira de provar toda minha capacidade intelectual e me senti literalmente no abismo, caindo e sem chance de me agarrar a nada, tudo isso por não conseguir entender. A nossa única maneira de sobrevivência real, em qualquer lugar do mundo, esta atrelada a fala, que seja esta de forma escrita, verbal, através de sinais, alguma alternativa de se fazer entender deve existir e quando você simplesmente não consegue, isso acaba sendo frustrante. 
Acabei me colocando no patamar do EU CONSIGO e de todas as ofertas que recebi aceitei trabalhar como packer (empacotadora) em uma fábrica de embalagens e foi a oportunidade que agarrei, pensando no futuro, uma indústria seria uma boa chance de crescimento.

Eu brincando dentro do "blue bin" lixo azul


Eu comecei a trabalhar e muitas vezes me sentia ultra estúpida por não entender comandos básicos como: "você pode varrer o chão",  "você pode montar as caixas", "hoje você vai trabalhar alimentando a máquina", "agora você vai destacar os blocos de papel".... diálogos daquele ambiente de trabalho que ralei para entender.

Festa de despedida, levei até brigadeiro

Amigos que me ensinaram e muito!

Refeitório

Gente, foram muitas as dificuldades e lições aprendidas nesta primeira experiência. Fiz amigos de várias nacionalidades, tentava me comunicar com os nativos, mas sempre tinha mais dificuldade. Fiquei exatos 4 meses nesta fábrica, aprendi muito, trabalhei muito, mais muito...mais do que imaginava que meu corpo conseguiria e segui adiante. 
Acabei decidindo procurar algo que não me esgotasse tanto fisicamente, pois são quase 37 anos nas costas, e perguntando para alguns colegas de trabalho sobre outras oportunidades, muitos incentivavam, mas outros diziam ser impossível, tipo: Você nunca vai conseguir um emprego melhor do que este, você é estrangeira, não fala um bom inglês, aqui você só vai arrumar emprego deste tipo ou pior ... Aaahhh o que mais adoro é um desafio, literalmente amo quando dizem que não vou conseguir, descobri que este pensamento pequeno de que, apenas pelo fato de eu ser mais uma imigrante e não falar direito o idioma do país, não significa nada, pois fui muito bem recebida em todos os lugares que passei desde o primeiro dia e neste cenário surgiu o incentivo de arriscar e tentar me cadastrar para uma nova vaga.
E ai, mais um capítulo desta história sobre entrevistas, novas oportunidades e crescimento pessoal e profissional acabou chegando, mas contarei em um outro post, ok.

See u
Camila

domingo, 27 de março de 2016

1° passo

Engraçado quando a gente fala sobre dar o primeiro passo em qualquer direção. Eu sabia que precisava mudar algo na minha vida, mas sempre que eu e o marido tocávamos no assunto, não passava do plano das ideias...acredito que isso que pegou as pessoas de surpresa...depois de tantos planos idealizados sem ação, este que era o mais louco de todos, aconteceu! E não foi do dia para noite não...foram meses de muita pesquisa, correria atrás de documentos, passaportes, venda dos poucos bens que tinhamos até então, para recomeçar de onde tivesse que ser. As pessoas me chamavam de louca, corajosa, será que é a coisa certa? Você já foi para Inglaterra, mas porque lá? Nossa, você vai aguentar o frio? Ai, acho que você volta, meu amigo não gostou de lá! Ufaaaa....tanta gente falando, que nem sei como consegui me manter focada. 
E assim aconteceu, decidi tentar e ver por mim mesma o que seria deste novo mundo. Como meu pai sempre dizia: "Já foi falado e tá teimando" eu sou destas, que insiste em tomar o choque mesmo sabendo que mexer na tomada, poderá oferecer grandes riscos.

Imagem do voo vindo para terra da Rainha

A vida é assim, enquanto as pessoas não passarem por certas situações, talvez nada faça sentido.
Eu arrisquei e olha, foi um susto daqueles....cheguei aqui acolhida por amigos que fizeram de tudo e mais um pouco para que minha adaptação fosse leve. Não vou negar que logo nos primeiros dias, longe do marido e da filha eu só pensava: O QUE ESTOU FAZENDO AQUI? Bem que disseram que sou louca....tudo aqui é muito diferente começando pela água que bebemos que vem da torneira, rsrs. As casas são antigas, bem pequenas para nossos padrões brasileiros, o cheiro de tudo é muito diferente, a comida então nem se fala, até o arroz consegue ter outro sabor. Eu ansiosa que sou, brinco que qualquer novidade consegue me dar piriri de emoção, imaginem... os primeiros 15 dias foram assim, a base de muito chá e bolachinha.

Recepção de primeira 

Estação  de trem do  nosso bairro 

Recomeço que me deixou apavorada, não entendia uma palavra sequer do que os nativos diziam e olha que achava que, com o meu inglês básico (The book is on the table) eu não passaria fome...rsrs...se estivesse sozinha passava sim! Tive muita sorte e incentivo neste começo, eu precisava correr muito para arrumar casa e emprego e assim trazer a família para cá e todas as vezes que eu saía na rua e precisava falar algo, eu paralizava. Pensava como vou falar, se não consigo entender nem o que me perguntam. Primeiro dos clássicos, depois de uma ida básica ao Mc Donalds tentando solicitar o famoso meal (o lanche completo), o carinha perguntou "Would like medium or large?" (Gostaria do médio ou grande?) .... minha resposta "YES", ele tentou de novo e mantive minha resposta "YES".... oh minha filha, escolhe um ou outro sua doida, ele deve ter pensado....hahahahahaha.... Comédia e micos sempre foram os meus pontos fortes e aqui isso só valorizou...aprendi que nem sempre YES é uma boa resposta quando não se entende bulhufas do que te perguntam. Comecei a vibrar todas as vezes que entendia o que alguém falava....claro que não a frase toda né, talvez uma ou duas palavras. O sotaque realmente é muito diferente e complica um pouquinho a adaptação, mas nada que vários vexames na comunicação não resolvam. Lição aprendida forçadamente desta vez, para quem sempre foi tagarela tive que aprender a ouvir mais do que falar....ouvir e ouvir muito!!

Centro da cidade de Coventry

E ai entram o Skype e a internet que foram e ainda são o melhor presente na vida de quem atravessa um oceano. Noites de choro, de só querer estar junto e não poder, de olhar para todas aquelas pessoas que sempre estiveram ali do seu lado e pensar: porque não abracei mais? Ok.....sem querer ser dramática...são sentimentos que damos valor quando "perdemos"..... Mas digo que a distância aproxima corações de forma tão singela que não cabe no peito tanto amor.
Primeiro passo e primeira lição!

See u
Camila

segunda-feira, 21 de março de 2016

Quando se pertence...

Durante anos da minha vida, eu não me senti verdadeiramente pertencente ao lar que vivia, a cidade que me acolhia, aos grupos de amigos que fazia e até mesmo algumas das escolhas que eu fiz na vida, não pertenciam a mim. Eu não acreditava que minhas atitudes poderiam me tornar mais forte ou mais feliz, eu vivia apenas por viver e os dias chegavam sem sentido, sem vitórias, sem busca. Desde que minha mãe faleceu, há 30 anos atrás, eu iniciei este processo "de estar, sem estar" efetivamente nos lugares. Parece estranho falar assim, mas isso é possível sim, você nunca se sentiu sozinho mesmo em meio a multidão? Enquanto adolescente, eu aprendi que dramatizar muito sobre quem se é, afasta as pessoas, não é nada prazeroso estar ao lado de alguém que só reclama de si mesmo e dos outros. 
O alicerce emocional e toda a formação ética de uma pessoa, normalmente é construída dentro da base familiar, através dos exemplos, incentivos, limites impostos e o mais importante que é o se sentir acolhido e amado. Quando você se sente um intruso, nada disso pertence a você. Foi assim que me senti, quando era só alguém vivendo na casa do meu pai depois do seu novo casamento, na casa da ex-vizinha mesmo pagando pelo quarto, no primeiro apartamento que rachei com uma colega sem ter afinidade, na casa da irmã quando não tinha mais saída, até na casa da tia que acolheu todos os sobrinhos que eram "problemas" ... era só aquela menina que estava ali tentando sobreviver e crescer.
Fui acolhida e muito amada, mas este sentimento de não pertencer aos lugares é algo que vem de dentro, sabe aquela história de que só a mãe da gente suporta todas as nossas birras e defeitos, isso é fato, elas amam de forma tão profunda que suportam até o impossível em prol da nossa felicidade, mas infelizmente não vivi isso. 
Até que certo dia o amor e a felicidade chegaram de forma tão tímida, que acabaram preenchendo todo medo, vazio e fazendo eu descobrir o que era pertencer a mim mesma. Que coisa linda, o dia que você encontra consigo mesma e descobre todas as suas possibilidades de: pertencer.


VERBO PERTENCER; "Ser propriedade de alguém, fazer parte de, ser merecido, caber".




Exatamente isso, eu abri espaço dentro de mim mesma, dentro de um lar e descobri o quanto fazer parte de uma família é valioso, ser merecido dentro de grupos socias oferendo o seu melhor sempre e fazer valer cada momento vivido ao lado de alguém. 
Hoje não me interessa muito o invólucro, pois o alicerce que construí foi estruturado em cima de muita luta.
Enfim, mesmo estando longe de muita gente que amo profundamente tenho consciência de que pertencer à uma família, à um país, à um grupo de amigos não significa estar junto ou perto....quando o sentimento de SER parte integrante se faz valer, não é preciso ESTAR em lugar nenhum a não ser, dentro do coração.

See u
Camila

sábado, 19 de março de 2016

Ah, aquela grama logo ali...

Para e pensa comigo? Você tem sonhos a serem realizados? Quais são suas metas de curto e longo prazo? Você tem uma fonte de inspiração? Quais são seus maiores desejos? Quais suas maiores frustrações? O que você tem feito para sair do lugar? Você acha impossível chegar lá? Para onde você está olhando, passado x futuro? Você tem orgulho de si mesmo?
Oh loko, quantas perguntas....mas acho que é aí que toda história começa!!
Comigo não foi diferente, sempre tive esse sonho, que era de morar fora do Brasil e aprender uma outra língua, viver uma nova cultura, hábitos e costumes. Minhas metas a curto prazo eram obter qualidade de vida e segurança para minha família e a longo prazo ver no futuro da minha filha possibilidades de desenvolvimento e crescimento pessoal que não tive. Minha inspiração de conduta sempre foi o meu pai, em primeiro lugar sempre me mostrou o quanto a honestidade é valiosa e que a simplicidade sempre poderá nos oferecer o melhor em todas as situações. Os meus maiores desejos, além de ver minha familia feliz, são de possibilitar uma vida tranquila, com aprendizados sobre o respeito, amor e sobre a felicidade nos mais singelos momentos. Óbvio que minhas frustrações me trouxeram até aqui, pois em 36 anos vividos, tive sim muitos "maus" momentos, daqueles que não é qualquer um que se levanta não, mas isso é uma outra história. Falo que a resiliência é minha palavra de inspiração, aprendi que as grandes transformações se dão nestes tropeços da vida e que a cada agachada o impulso para se levantar fica mais firme e não causando mais tanta dor. Muitas vezes me sinto inerte, sem forças mas quando olho para trás, fico orgulhosa dos passos que tenho dado, desde que abri a porta da coragem. Foi sim um passo largo, muitos me acharam egoísta e meio fria quando contei que mudaria para Inglaterra de mala e cuia, sem nunca ao menos ter visitado as terras da Rainha e que faria de tudo para que o recomeço fosse o mais leve possível. Não foi fácil, não foi leve e continua não sendo, pois nossas raízes estão fincadas a milhas de distância mas como umas das metas era o crescimento pessoal isso é inegável...todos nós já não somos mais os mesmos. Impossível é aquilo que você deixa apenas no plano do sonho, do será ou do e se! Eu tenho um prazer imenso em dizer que agora tenho aprendido a olhar para o hoje, para o presente, algo que nunca pratiquei antes. O meu passado me fortaleceu para chegar até aqui e o meu futuro só depende do que tenho feito hoje!
Orgulho, este é um sentimento que tenho me permitido as vezes, cada pequena conquista aqui nos permite aquele brilho nos olhos sabe? Aquela vontade de gritar: Consegui porraaaa (me perdoem o palavrão) isso é reaprender a viver, controlar a ansiedade, reestruturar seus conceitos de vida, reestabelecer um novo tipo de conexão com os que estão longe e redefinir o que um dia fez bem e hoje não mais e se permitir viver pleno.
Desde nova eu olhava para a grama ali do lado, desejei da forma mais pura o melhor que este novo mundo pudesse me trazer e olha que tem sido gratificante.
É isso ae galera, as vezes não interessa quanto tempo já passou, o que vale a pena é tentar e sempre com o pensamento vibrando que: CONHECIMENTO NUNCA SERÁ TEMPO PERDIDO!!
Vou usar este espaço para dividir com vocês algumas das nossas aventuras,,,, <3

Este é o gramado aqui de casa, presente de Deus!

See u
Camila